Apresentação acontece no dia 15 de novembro no Allianz Parque e encerra tour A Última Ponta, realizada pela 30e; ainda há ingressos pelo site da Eventim
O Planet Hemp se consolidou como uma das principais vozes da contracultura brasileira e serviu de influência tanto na música quanto no discurso político e social no país ao longo das suas três décadas de atuação. Donos de um legado que atravessa gerações, os músicos desafiam normas e levantam lutas que ainda estão longe de terminar. E essa característica faz com que o som da banda ecoe nas novas gerações de artistas como o BaianaSystem, que mistura guitarras baianas, dub e crítica social em sua sonoridade e performances. Essa conexão entre os grupos não é de hoje e se torna ainda mais forte com o convite ao grupo soteropolitano para abrir a apresentação do Planet na noite em que a banda encerra a sua turnê de despedida, A Última Ponta, em São Paulo, no Allianz Parque, em 15 de novembro. A tour é uma realização da 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, e ainda há ingressos disponíveis para o show da capital paulista pelo site da Eventim (acesse aqui).
Há uma sinergia entre as bandas que não é circunstancial. Desde os primeiros discos, o BaianaSystem carrega em seu DNA a rebeldia e o senso de urgência do Planet. Russo Passapusso, vocalista do Baiana, já declarou que o grupo carioca foi uma das principais inspirações quando começaram a entender que fazer música também era uma forma de enfrentamento. “O Planet sempre foi um referencial. […] Se eu falar sobre o que nos une, vou remontar 10, 12, quase 15 anos atrás, ou mais, quando encontrei BNegão, Roberto Barreto… O BNegão sempre foi um diplomata da música brasileira, um cara que viajava muito e pegava pedaços de cada lugar e ia montando esse quebra-cabeça, mostrando que o Brasil é uma ponte só, uma história só”, afirmou em entrevista.
Ao longo dos anos, as pontes entre os grupos foram se cruzando em participações, encontros e colaborações que fortalecem esse elo simbólico. BNegão, por exemplo, participa desde o primeiro álbum do grupo e é presença constante no Navio Pirata, trio elétrico comandado pelo BaianaSystem há 11 anos no Carnaval. As duas bandas também dividiram o palco no Festival de Verão em 2024, numa performance que reverberou como um manifesto coletivo. Para o registro audiovisual do Planet Hemp, BASEADO EM FATOS REAIS: 30 ANOS DE FUMAÇA (AO VIVO), gravado em São Paulo, o grupo soteropolitano também fez uma participação especial. Essa história em comum ganha novo capítulo com um gesto que vai além da curadoria: é uma espécie de rito de passagem, uma tocha sendo entregue, de um grito que ecoa desde os anos 90 a outro que pulsa vivo nas ruas de hoje.

O BaianaSystem foi formado em Salvador, Bahia, em 2009, e lançou álbum de estreia homônimo em 2010, ganhando projeção nacional com o disco Duas Cidades (2016), vencedor do Prêmio Multishow de Melhor Disco do Ano. Com passagens por festivais como Lollapalooza (São Paulo, 2024), Rock in Rio (Rio de Janeiro, 2024) e WOMEX (Dinamarca, 2011), o grupo consolidou-se como um dos nomes mais relevantes da música brasileira contemporânea.
Já o Planet Hemp é, hoje, formado por Marcelo D2 (vocal), BNegão (vocal), Formigão (baixo), Nobru (guitarra), Pedro Garcia (bateria) e Daniel Ganjaman (guitarra e teclados) e se destaca pela fusão inédita entre rap, rock’n roll, psicodelia, hardcore, e ragga, com elementos da música brasileira. Eles expressam uma identidade sonora única e uma voz audaciosa na defesa da legalização da maconha, confrontando as estruturas conservadoras da sociedade brasileira.
Além da data em São Paulo, a turnê do Planet Hemp tem apresentações agendadas em Salvador, dia 13 de setembro, na Concha Acústica; em Recife, dia 20 de setembro, no Classic Hall; em Curitiba, dia 3 de outubro, na Live Curitiba; em Porto Alegre, dia 4 de outubro, na KTO Arena; em Florianópolis, dia 12 de outubro, no P12; em Goiânia, dia 17 de outubro, na Goiânia Arena; em Brasília, dia 18 de outubro, na Arena BRB; em Belo Horizonte, dia 31 de outubro, no La Vista Beagá; e no Rio de Janeiro, no dia 8 de novembro, na Farmasi Arena. A banda preparou um repertório extenso e inédito, além de contar com a participação especial de artistas que fizeram parte da sua trajetória.
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