Quanto mais famoso melhor? Escolher número de seguidores ao invés do conteúdo nicho correto, pode custar muito a produtora, porque vai haver hate de um lado, hate do outro e os artistas que nada tem a haver, acabam tendo que lidar com as consequências.
Não é de hoje que vemos empresas trazendo, cada vez mais, eventos de temática BL para o Brasil. Mas o que deveria ser um momento alegre torna-se frustrante, principalmente quando vemos que os influenciadores do nicho que gostamos não são sequer convidados para fazer algo especial com os artistas. Chega a ser irônico ver as empresas chamando criadores de conteúdo asiático que nem fazem parte do meio, cujos próprios fandoms não consomem esse tipo de entretenimento.

Para você que entrou nesta matéria sem conhecer o assunto, BL vem do termo Boys Love (amor entre homens), sendo um gênero de série ou filme muito popular na Ásia, principalmente entre o público feminino. As histórias trazem diferentes temas e cenários onde é fácil se dedicar e se apaixonar pela trama e pelos protagonistas.
Agora, voltando ao tema: não é a primeira vez que grandes produtoras focam em influencers de outras categorias, como K-pop e K-dramas, para interagir com artistas BL. Na maioria das vezes, o ocorrido gera mais transtorno que benefício; temos pessoas que sequer assistiram a alguma série dos atores tentando criar algo que não combina com a estética do couple, enquanto outros não fazem questão de pesquisar sobre o assunto e cometem a famosa “gafe” ao vivo!
Mas vocês podem perguntar: por que trazer influenciadores de BL ao invés de pessoas de outros nichos? Bom, a resposta é mais simples do que aparenta:
- Público fiel: Eles têm seguidores que conhecem os atores e as produções feitas por eles, resultando em um público muito mais engajado;
- Respeito à obra: Respeito aos artistas que dedicaram tempo na produção e exibição da série;
- Conteúdo temático: Esquetes e memes focados nas obras atuais da turnê dos atores, para que seja algo divertido, mas dentro do tema;
- Foco na bolha certa: Evitar que o conteúdo vá para o público errado. Muitos artistas já sofreram hate no Brasil ao serem expostos a pessoas que não consomem esse tipo de conteúdo.
Você pode pensar que pessoas que assistem a doramas vão assistir a BLs, mas não é bem assim. O grande público de K-drama no Brasil é composto por mulheres mais velhas que, por vezes, ainda possuem certo preconceito com obras que não reproduzam a heteronormatividade. Claro, não é 100% do público, mas o Brasil ainda é um país majoritariamente cristão; então, oferecer conteúdo BL para quem consome apenas produções coreanas tradicionais pode ser uma má ideia.
Esperamos que as produtoras possam trazer cada vez mais artistas do meio não somente tailandeses, como de demais países que produzem esse tipo de conteúdo e que as empresas foquem nos criadores de conteúdo BL. Vou listar três deles para que vocês possam acompanhar e enaltecer:
- Lulli Agron (@lulliagron): Criadora de conteúdo BL no TikTok há muitos anos, traz notícias e curiosidades não somente de BL, mas também de K-pop, cultura tailandesa e muito mais;
- Aninha (@anna.padilha): Criadora de conteúdo BL no TikTok também há muito tempo, faz reviews de episódios, lançamentos do mês e traz bastante informação do meio;
- Saullo (@saullo.morais): Criador de conteúdo BL no TikTok, produz vídeos bem-humorados onde fala de novidades, resumos de novels, reviews de episódios e muito mais.
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